
A motivação é o mecanismo dos fracos. Vencedores não vivem de sonhos, utopias e devaneios; vencedores são determinados! Guiam-se por objetivos claros e usam a disciplina como principal ferramenta para alcançar resultados. A disciplina é o deus que te toma pela mão e te guia quando você já nem se lembra mais do que a palavra “motivação” significa, se é que ela já teve algum significado sólido na sua vida. A motivação, ao contrário da esperança, é a primeira que morre. No primeiro obstáculo, ela já esmorece e poucas vezes dura mais que um décimo do caminho a percorrer (nos melhores casos). Motivação é a desculpa perfeita para quem não quer realmente realizar nada. Onde falta motivação, na verdade, falta vontade. Ninguém precisa dela para realizar ou alcançar nada!
Quer alguma coisa de verdade? Determine-se! Conseguir ou morrer tentando é o único caminho viável rumo à realização. Esse é o tipo de pensamento em que não cabe sequer a possibilidade de desistir. É o pensamento que eleva o espírito ao status de guerreiro implacável. Para um verdadeiro guerreiro, a batalha é o prêmio; a vitória é apenas uma consequência natural de seu esforço. O guerreiro lutará muitas batalhas, pois o propósito do guerreiro é a própria guerra. A cada luta, ele se fortalece, ganhando ou perdendo, até tombar em glória, com as armas em punho, em seu último e mais importante combate, aquele que o levará deste mundo fatigante e fatídico para o próximo nível (reinício ou fim de jogo, não importa!).
Pessoas motivadas lamentam-se dos infortúnios da vida e permanecem no mesmo lugar. Paralisam-se tão logo as condições se tornem desfavoráveis, desconfortáveis ou assim que os obstáculos comecem a testar sua vontade de vencer. Pessoas determinadas, por outro lado, sabem que conforto, favores da vida e condições adequadas são meras tolices, ilusões para deter os fracos e despreparados. A vitória exige esforço; logo, que mérito há em “vencer” sob condições favoráveis e confortáveis? Isso nem mesmo poderia ser chamado de vitória. Soa como algo do tipo: “Nossa, consegui ficar na cama até à tarde, só assistindo à minha série favorita enquanto a empregada me trazia comida na cama” — que grande vitória, não?
Vencedores superam-se a cada dia. Quem não está disposto a tornar-se uma versão melhor de si mesmo não vence o principal inimigo: a si mesmo. Enfrentar-se é o verdadeiro ato de “sair da zona de conforto”, pois não existe nada mais confortável do que aceitar os próprios defeitos e limitações, sem enfrentamento pessoal, repetindo erros e vícios. Evolução requer muito esforço. Isso inclui buscar autoconhecimento, reconhecer limitações e aprender técnicas para combatê-las. Um trabalho nada fácil, mas muito gratificante.
Quem tem como alvo vencer a si mesmo e como objetivo tornar-se alguém melhor a cada dia está participando da competição mais honrada, valiosa e promissora que existe. Não existe ninguém no mundo que seja mais importante você superar do que a si mesmo. Poucos entendem isso e ficam se comparando com terceiros, geralmente justificando os próprios defeitos pelos defeitos dos outros, os quais geralmente são considerados “defeitos piores”: “Ah, muito pior é o que a Mariazinha faz, que é fofocar o dia inteiro, enquanto eu sou desse jeito, mas cuido da minha vida”. Pessoas fracas encontram justificativas nos erros dos outros para continuarem medíocres e cada vez menores.
Quer se comparar? Olhe-se no espelho. Ninguém se torna uma pessoa melhor vigiando a vida alheia e comparando-se com os exemplos mais deprimentes do próprio bairro. Vamos elevar a régua. Queremos um mundo bom para nós e nossos filhos, mas aceitamos ser mesquinhos e nos contentamos em viver rastejando pelo chão? Que tal aprender a voar e deixar de vez a lama que nos traga a alma?
O mundo está repleto de mediocridade. É preciso que mais pessoas se apresentem com um estandarte nas mãos e inspirem outros a lutar por algo mais. Quando aceitamos o destino da serpente (rastejar e atacar traiçoeiramente), estamos colaborando para um mundo vil e repleto de gente covarde.
O destino só existe quando você se entrega e desiste de se tornar algo mais do que aquilo que a sociedade planejou para você. Não seja uma ovelha que é levada ao matadouro. Lute contra si e contra o mundo, seja inconformado, busque algo mais, liberte-se da caixa.







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